Giorgio Frassati

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Pier Giorgio Frassati nasceu em Turim, a 6 de abril de 1901, de uma família rica: a mãe Adelaide Ametis uma pintora; o pai, Alfredo Frassati, em 1895 com pouco mais de trinta e seis anos fundara o jornal “La Stampa”; em 1913 é o mais jovem senador do Reino e em 1922 é embaixador da Itália em Berlim.

Pier Giorgio absorveu a vida cristã mergulhando espontaneamente, por escolha pessoal na água viva que a Igreja daquele tempo lhe oferecia: daquela Igreja na qual não faltavam limites e problemas, ele sentiu-se “parte”, membro activo. As associações nas quais Pier Giorgio se inscrevera, muitas vezes contra a vontade dos familiares e participando em todas as actividades, assumindo responsabilidades.

“Você é um ‘beato?', perguntou-lhe alguém na universidade. Não respondeu Pier Giorgio com bondade mas com firmeza: “Não sou ‘cristão'! Em 1919, sendo ainda menor Pier Giorgio inscreveu-se na Conferência de S. Vicente de Paulo.

Os seus estudos vinham iluminados de fé e caridade, devido à sua condição social tinha possibilidades, por isso escolheu engenharia das minas, porque na Alemanha reparou nas graves condições de trabalho dos mineiros: “quero ajudar o povo nas minas e posso fazer melhor mesmo não sendo sacerdote pois os sacerdotes não estão muito de perto dos problemas do povo.” Assim explicava o porquê da sua escolha a Luise Rahner, mãe do celebre teólogo Karl Rahner, onde ele foi hóspede por algum tempo. Dizia que queria ser “mineiro entre os mineiros.”

A irmã Luciana revelou que a situação era mais humilhante de quanto se pode imaginar: Em casa Pier Giorgio era tido como um tolo e sempre com pouco dinheiro porque para ajudar os outros devia dar não o supérfluo mas o necessário.

Procurava convencer os outros a fazer o mesmo. Diz um amigo: Um dia procurava convencer-me entrar na conferência de S. Vicente de Paulo, a minha dificuldade era entrar nas casas dos pobres pois poderia vir a ter algumas doenças, ele com muita simplicidade respondeu-me que visitar os pobres era visitar Jesus.

Entre os seu sofrimentos, devemos lembrar o seu amor profundo por Laura Hidalgo de condição humilde, amor ao qual ele se sentiu moralmente a renunciar devido aos preconceitos da família. E ao ver o divórcio dos seus pais tão real percebeu que: ”não posso destruir uma família para formar uma outra. Serei eu a me sacrificar”

A 30 de junho de 1925, Pier Giorgio começou a sentir fortes dores. Ninguém lhe deu a devida atenção porque a sua avó estava a viver os seus últimos dias (com cerca de noventa anos), e aquele rapagão alto e vigoroso, a quem pouco se reparava pois era bom demais, com as suas “febrezinhas” não deveria ser nada de outro mundo. Mas é que Pier Giorgio começava a morrer, sentindo o seu jovem corpo destruir-se com a paralisia que estava avançando progressiva e implacavelmente, sem que ninguém lhe desse atenção.

Assim ele, humilde e manso, enfrentou sozinho o sintoma do seu destino.

Quando os pais apavorados, finalmente compreenderam o que lhe estava a acontecer já era tarde. A vacina que veio rapidamente do Instituto Pasteur de Paris já não tinha efeito devido ao avançado da doença.

No último dia da sua vida, Pier Giorgio pediu à irmã Luciana para procurar na escrivaninha uma caixinha de injecções que não tinha conseguido entregar a um dos seus pobres e quis escrever um bilhete com as instruções e o endereço: Quis escrevê-lo com as suas próprias mãos já atormentadas pela paralisia e saiu um emaranhado de letras quase incompreensível. É o seu testamento: as últimas energias para a última caridade.

O funeral foi um acorrer de amigos e principalmente de pobres; os primeiros a ficar assombrados vendo-o tão querido e tão conhecido, foram os seus familiares que pela primeira vez compreendiam onde Pier Giorgio viveu verdadeiramente nos seus poucos anos de vida, apesar de ter tido uma casa confortável e rica à qual chegava sempre atrasado.

A 20 de Maio de 1990, na presença de mais de cinquenta mil fiéis, reunidos na Praça de São Pedro no Vaticano, oriundos de muitas partes de Itália e da Europa, Pier Giorgio Frassati é proclamado beato : «O jovem das oito Bem-aventuranças», como o define João Paulo II; a sua festa litúrgica fica ligada ao dia 4 de Julho, data do seu nascimento para o céu.

Pier Giorgio Frassati patron of the 23 th World Youth Day.

The relics of Blessed Pier Giorgio Frassati (1901-1925), a student and member of the Dominican Third Order who was beati­fied by John Paul II in 1990, was taken to Sydney, Australia, for the 23rd World Youth Day (WYD) celebrated in that city from 15 to 20 July 2008.

On 11 July, the casket of the blessed was transferred to the Sydney Saint Mary's cathedral where participants in WYD were able to pay their homage until 22 July. The area leading to the casket was hung with ten panels illustrating Pier Giorgio Frassati's life and thought.

A prayer vigil was held before his relics on the evening of 14 July, while from 15 to 18 July an exhibition dedicated to the blessed's life was held in Sydney Exhibition Hall, organized by the Service for the Pastoral Care of Youth of the Italian Episcopal Conference. After 22 Juli the basket of the Blessed Pier Giorgio Frassati returned to Milan.


 

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