Clemente XII (Lorenzo Corsini, Florença, 7 de Abril de 1652 - Roma, 6 de Fevereiro de 1740) foi Papa de 1730 até à data da sua morte.
Os soberanos europeus quiseram influir no conclave de 1730. Resultou dessa pretensão que os Cardeais, indignados, elegeram como Papa um advogado e gestor financeiro dos pontífices anteriores que era pouco simpático a todas as Cortes. Excelente a escolha do cardeal Lorenzo Corsini, de nobre família de Florença. Chegara aos 79 anos de idade e ficou cego aos 81, mas era robusto. Purpurado veterano nos assuntos do governo, de vida exemplar, de modos principescos.
Sereno e imparcial, permitiu o julgamento e a prisão de Nicolau Coscia, que havia sido elevado ao cardinalato indignamente, por dolo. O novo Papa repreendeu com energia o rei Carlos Emanuel III do Piemonte, porque conservava preso seu pai abdicatário. Resolveu bondosamente a questão do núncio Bighi com Dom João V de Portugal. Estimulou Felipe V de Espanha na reconstrução de colégios, monumentos e embelezamento das cidades sob seu reinado.
O rei Carlos III e o Imperador, que disputavam a posse do reino das Duas Sicílias entraram em uma guerra aberta que devastava toda a Itália. Durante este pontificado, Santo Afonso de Ligório fundou a Congregação do Santíssimo Redentor em 1732, os beneméritos Redentoristas.
Previu o Papa Clemente os perigos da nova seita, a Maçonaria. Apareceu ela em Londres em 1717, constituiu-se em Grande Loja em 1723 passou a França em 1725, e à Itália em 1733, e depois a todo o mundo. Clemente condenou-a pela bula In eminenti de 1738, e vários Papas posteriores renovaram a condenação. Este activo Papa defendeu a independência da minúscula República de São Marino. Organizou museus, renovou as fachadas de vários prédios públicos, retraçou os vários caminhos por onde circulavam as pessoas pela cidade de Roma, reconstruiu muitos monumentos e várias fontes públicas, como a famosa fonte de Trevi, ergueu colégios para ampliar a educação, reformou a Sé de Pedro, etc. Canonizou
São Vicente de Paulo em 1737 e lutou contra o jansenismo. Interessou-se pela reunião das igrejas Católica e Ortodoxa.
Morreu aos 90 anos com fama de santidade e está sepultado num túmulo grandioso na Basílica de São João de Latrão, cuja nova fachada foi feita no seu pontificado.
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