Manuel Alegre

 

Nasceu em 12 de Maio de 1936, em Águeda, ,onde fez a instrução primária. Durante os estudos secundários, no liceu Alexandre Herculano, no Porto, fundou, com José Augusto Seabra, o jornal "Prelúdio".
Enquanto estudante universitário, em Coimbra, foi membro da Comissão da Academia que apoiou a candidatura do General Humberto Delgado, fundador do CITAC - Centro de Iniciação Teatral da Academia de Coimbra, membro do TEUC - Teatro de Estudantes da Universidade de Coimbra, atleta internacional da AAC na modalidade de natação, director do Jornal Académico "A Briosa", membro da redacção da revista "Vértice", colaborador da "Via Latina" e um dos mais destacados dirigentes do movimento estudantil.
 Em Angola dirige uma tentativa de rebelião contra as Guerras de África, sendo preso pela Pide. 
Exilou-se em Argel onde foi dirigente da Front Patriotique de Libération National e locutor da Rádio Voz da Liberdade.  Membro do Governo após o movimento militar de 25 de Abril de 1974.  A par da sua actividade política, desenvolve também uma intensa actividade literária.  A poesia do autor quando musicada transformou os seus poemas em hinos da sua geração.  É exemplo disso a "Trova do Vento Que Passa", com música de António Portugal, interpretada por Adriano Correia de Oliveira. Os seus primeiros livros demonstram desde logo a sua importância no mundo das letras, tendo ultrapassado os cem mil exemplares vendidos.
Foi candidato a Secretário Geral do PS em 2004 e candidato à Presidência da República em 2006.

 

Publicou as seguintes obras:
«Praça da Canção»
«O Canto e as Armas»
«Lusiade Esilé»
«Um Barco Para Itaca»
«Letras »
«Coisa Amar»
«Nova do Achamento»
«Atlântico»
«Babilónia»
«Chegar Aqui»
«Aicha Conticha»
«Jornada de África»
«O Homem do País Azul»
«Obra Completa» (dois Volumes)
«Rua de Baixo»
«Com que Pena»
«Sonetos do Obscuro Quê»
«Coimbra Nunca Vista»
«Trinta Anos de Poesia»
«Alma» (sobre Águeda)
             «Tàra de April/País de Abril», Ed. Billingue - Roménia
             «Portugal à Paris» - França
            «As Naus de Verde Pinho»
             «Alentejo e Ninguém»
             «Contra a Corrente»
             «Che»

Distinções/Prémios

. Condecorado pelo Presidente Mário Soares com a Grã-Cruz da Ordem da Liberdade
. Condecorado com a Comenda da Ordem de Isabel a Católica e o primeiro a receber o Diploma de
  Membro Honorário do Conselho da Europa.
. Prémio "António Botto" da Câmara Municipal de Abrantes (referente à obra "As Naus de Verde Pinho"),
  1998.
. Prémio da Crítica da Associação Internacional de Críticos Literários, 1998.
. Grande Prémio de Poesia da Associação Portuguesa de Escritores, 1998.
. Prémio "Pessoa", 1999.
. Prémio "Fernando Namora", 1999.

 

 

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