Malaposta

Em 1855 iniciou-se a carreira da Mala-Posta entre Lisboa e o Porto, no entanto o transporte fazia-se apenas de Lisboa a Coimbra. Só em 1859 a malaposta chega ao Porto (mais propriamente a Vila Nova de Gaia, dado que não havia nenhuma ponte capaz de aguentar uma carruagem), depois de arranjada a estrada real.

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A mala posta tinha duas estações de muda no concelho: Sardão e Serém. 

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O preço de transporte de pessoas, entre o Carregado (onde começava o serviço de carruagem) e o Sardão custava 10$035 em 1ª classe e 6$690 em 2ª. Até Serém o preço era 10$665 para a classe superior (dentro da carruagem) e 7$110 para a classe inferior (lugar no exterior).

Já no sentido Porto - Carregado o preço era de 2$835 para Serém e 3$465 para o Sardão em 1ª classe, e 1$890 e 2$310 para 2ª classe respectivamente.

Havia ainda preços para excesso de bagagem.

Ver os preços da Mala posta

A memória das diligências e da mala-posta foi preservada e refrescada com os painéis de azulejo da Fábrica do Outeiro de Águeda (alguns assinados pelo Mestre Breda), presentes no Restarante Pompeu na localidade da Malaposta. O restaurante situa-se onde era as instalações da mala-posta. O acolhedor espaço do restaurante, feito a partir dos aposentos da que terá sido a maior mala-posta (inaugurada em 1857) ao longo dos 300 quilómetros entre as já então duas maiores cidades do país, também é responsável pela fama da casa. As suas salas, contando, em painéis de azulejos (fiéis cópias dos expostos no Museu dos CTT), a história das "estações de muda", também explicam a projecção do restaurante.

imagens/malaposta_restpompeu_jornada.jpg Painel de Azulejos da Fábrica do Outeiro existente no Restaurante Pompeu na Malaposta.

 

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